quarta-feira, 26 de março de 2008

Como será a Terra quando meus netos forem pais?

Tudo hoje parece funcionar como uma máquina controloda por um magnifico computador, os rios, os mares, os lagos, as algas, os peixes, as montanhas de pedra, de terra, de gelo. Tudo faz sentido, tudo que é irracional na Terra, se completa e tem um fim pré-estabelecido. Os movimentos de rotação e translação funcionam como o relógio, que o homem criou para representá-los, em total cincronia com as necessidades básicas dos seres terrenos.
O engraçado, no entanto, e ao mesmo tempo trágico, é que, o único ser racional existente na face da Terra, o que deveria ser seu guardião, é quem a destrói minuto-a-minuto, todos os 365 dias do ano.
O homem, ser "racional", parece não perceber os males que vêm causando ao seu habitat. Como seria bom agir como os nossos vizinhos irracionais, como seria bom consumir o extritamente necessário para a subsistência da raça, contudo, não é assim que funciona. A ganância, peculiar aos seres racionais que habitam este lindo planeta azul, está destruindo lentamente o nosso abrigo natural.
E, como será? Como estará a Terra, quando três gerações futuras precisarem do aconchego da mãe natureza? Como alguém se agachará à beira de um lago para matar a sede, se este lago estiver morto?
Até parece que não temos noção do nosso poder, da nossa força destrutiva e devastadora. Os sinais de socorro já estão sendo lançados no ar, todos nós sentimos no tato, no olfato, na visão, na audição e no paladar, a tragédia que se anúncia todas as manhãs, nosso gigante lar está desmoronando e implorando por atenção.
Precisamos deixar de ser racionais, precisamos passar a ser irracionais, pois, só assim, poderemos garantir aos nossos netos e aos seus filhos, os prazeres e as belezas que o nosso planeta oferece.